Como os jovens das periferias urbanas se informam? Em quem confiam? Como identificam uma informação falsa e quais impactos a inteligência artificial já produz na forma como consumimos e compartilhamos conteúdos?

O projeto EntreVistas buscou responder a essas perguntas a partir da escuta de jovens das periferias de Belém, Natal e São Paulo, reconhecendo-os não apenas como consumidores de informação, mas como sujeitos que produzem sentidos e conhecimentos sobre o mundo digital e seus territórios.

Realizada pela Associação 19 de Setembro (S19) e pelo Aláfia Lab, a iniciativa combinou formação, pesquisa qualitativa e pesquisa quantitativa. Ao longo do segundo semestre de 2025, 15 jovens participaram de 16 encontros formativos sobre tecnologias digitais, plataformas, desinformação, comunicação, inteligência artificial e pesquisa científica. A etapa quantitativa ouviu 513 jovens das três regiões metropolitanas.
Os resultados mostram que as redes sociais ocupam um lugar central no acesso à informação, ao mesmo tempo em que a desinformação faz parte do cotidiano desses jovens. Mais de 60% afirmam já ter acreditado em alguma informação falsa, enquanto elementos como a ausência de dados verificáveis, de referências e a percepção de que um conteúdo foi produzido por inteligência artificial aparecem entre os principais sinais de desconfiança.

A pesquisa também revela os desafios trazidos pelo avanço da inteligência artificial, que torna cada vez mais difícil distinguir conteúdos reais e sintéticos. As experiências dos jovens apontam para a importância de fortalecer estratégias de leitura crítica, educação midiática e participação na construção de respostas à desinformação.

Mais do que apresentar dados, o EntreVistas registra percepções, experiências e reflexões de uma juventude que vive intensamente as transformações na forma de produzir, acessar e compartilhar informação.

Acesse a cartilha completa e conheça os resultados da pesquisa.